quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

A começar pelo topo da pirâmide!...


CHEGA A HUMILHAÇÃO

«Nem taça, nem Europa, nem campeonato. Este é um mês terrível. É especialmente humilhante quando o Sporting consegue, no espaço de quatro dias, ser duas vezes posto no lugar por uma equipa com garra mas com um orçamento e condições incomensuravelmente inferiores àquelas com que os seus atletas trabalham. E tudo isto acontece no pior momento possível: quando, em vésperas de eleições, a direcção está sobre pressão e mais permeável ao desespero. Não vou entrar no jogo tonto de procurar saber se a culpa é mais do presidente, do treinador ou dos jogadores. Será de todos eles, cada um no seu posto. Estranho é que os mesmos que viram o Sporting fazer extraordinárias exibições com o Real Madrid e excelente prestação na época passada descubram agora, de um momento para o outro, que "está tudo mal". A desilusão não me dá para pôr tudo em causa.

Prefiro dizer o que não se pode fazer. O presidente não pode entrar pelo balneário para fazer as vezes de Jorge Jesus. E ainda menos o pode fazer a quente e de tal forma que toda a comunicação social fique a saber. Os jogadores não podem deixar transpirar para fora que reagiram a uma reprimenda que, apesar de irreflectida, traduz o sentimento de quase todos os adeptos. E grupos de adeptos não devem insultar a equipa de que dependemos para vencer. Isto era o que não se devia ter feito. Para a frente, terá de haver cabeça fria. Que o presidente não tome decisões a pensar nas eleições nem ceda à pressão para chicotadas psicológicas, que os adeptos não contribuam para o desastre e que treinador e jogadores tenham a humildade de perceber que a época miserável que estão a oferecer aos sportinguistas justifica toda a irritação que se sente. Não têm de defender a honra, têm de comer a relva.»
(Daniel Oliveira, Verde na bola, in Record)

Que o Daniel Oliveira me perdoe mas em cima de tudo aquilo que não podia ser feito no Sporting mas que muitos, para nossa desilusão, acabaram por fazer, ainda haverá muito que ficou por fazer e, para nossa decepção e humilhação, quase ninguém fez, desde a base ao topo da pirâmide: cultivar humildade desde a pré-época e guardar a colheita para Maio!...

O melhor futebol exibido em Portugal na época passada e os milhões de João Mário e Islam Slimani, fizeram perder a cabeça a todo o universo leonino...

A começar pelo topo da pirâmide!...

Leoninamente,
Até à próxima

Nem sempre surge uma terceira oportunidade!...


CRISE NO SCP

«Sim, é uma crise e não é apenas uma crise de resultados, o que já não seria pouco. Depois de quase ter sido campeão na época passada, o Sporting arrasta-se agora penosamente e, ao fim de dez derrotas na época, já não dá para argumentar com arbitragens. O problema está dentro do balneário. Com o presidente dentro do balneário.

Bruno de Carvalho tinha um sonho, anunciou-o como compromisso e em vésperas de eleições entrou em derrocada: o sonho e quem o sonhou. O presidente do Sporting é homem de perder a cabeça por pouco e até é muito o que o apoquenta. Mas espadeirar pelo balneário adentro como ele fez tem o mesmo risco de pegar no lança-chamas quando fala para fora do clube: se a seguir tudo corre bem, a autoridade revela-se liderança; mas se depois o clube perde, a liderança passa a partilhar as culpas da desestabilização. E Bruno passa da imagem do lutador quixotesco contra moinhos de vento para a imagem de ser ele próprio o moinho de vento que fez de todos os outros seus inimigos. Incluindo a equipa de futebol e o seu treinador. Quem tanto dá a voz na ira, dá o corpo ao castigo.

As eleições do Sporting vão aquecer. Provavelmente, Bruno sucede a Bruno, mas mesmo depois disso terá de inventar uma nova reza para conseguir recuperar a anímica e os ânimos, para mais com a adversidade de poder ter de vender jogadores essenciais. A série negra desta época quebrou a magia da anterior. Para haver uma próxima época feliz, será preciso calma. Calma do presidente e calma dos sócios.»
(Pedro Santos Guerreiro, Abrir o jogo, in Record)


Sim, também a meu ver será essencial que a calma se instale definitivamente em Alvalade, desde o vértice até à base da pirâmide!

O leite foi derramado, pouco ou nada mesmo importando agora discutir sobre a quem caberão as culpas do derrame e muito menos verter lágrimas sobre este. É preciso fixar o nosso olhar no horizonte e... avançar!...


Que sirvam os erros cometidos para sobre eles reflectirmos de modo a não mais voltarmos a cometê-los, a começar por Bruno de Carvalho: na primeira qualquer cai, na segunda cai quem quer e...

Nem sempre surge uma terceira oportunidade!...


Leoninamente,
Até à próxima

Ou alguém ainda terá dúvidas sobre a sua proveniência?!...


A equipa de Juniores A do Sporting CP recebeu e venceu por 1-0 na noite de ontem, a formação do Benfica, em partida em atraso relativa à Jornada 21 da Zona Sul da 1.ª Fase do Campeonato Nacional do escalão, resultado que já se registava ao intervalo.


Jovane Cabral foi o marcador leonino desta partida, assistindo-se a partir da hora de jogo a um verdadeiro festival APAF, com Thierry Correia e Miguel Lopes a serem expulsos, ambos por cartão vermelho directo e o técnico Tiago Fernandes a receber também ordem de expulsão, numa noite absolutamente surreal do árbitro designado para o encontro.

Alguém sabe o nome do árbitro designado para o "frete de ontem" no Estádio Aurélio Pereira?! É que começa a ser muito importante chamar os bois pelos nomes e Leoninamente desejaria muito apresentar aqui o "perfil do encarregado de negócios" dos lampiões!...

Ou alguém ainda terá dúvidas sobre a sua proveniência?!...

Leoninamente,
Até à próxima

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Que cessem de uma vez as palavras e falem as obras!...


FAZER O QUE AINDA NÃO FOI FEITO

«Bruno de Carvalho é o primeiro responsável pelo estado a que chegou o futebol do Sporting. Quem esperava que ele, prudentemente, se escondesse ou atirasse com as culpas para cima dos outros, enganou-se. O presidente do Sporting, um reconhecido especialista em manobras tácticas, mostrou que também tem uma visão estratégica. Não é um detalhe. Ao falar pelo Facebook na manhã de ontem mudou o centro da análise e da discussão. Fez bem.

A vida dele pode estar mais difícil, tendo em vista as eleições de Março, mas estaria certamente muito pior se não tivesse mostrado fibra de líder e se tivesse escondido ou atirado as culpas para os outros. Já basta a desconfiança criada nos dias anteriores. 

Neste longo processo da deterioração do futebol leonino, Bruno de Carvalho cometeu vários erros, por isso – e não apenas por ser o presidente – é o primeiro responsável. Vejamos os factos mais relevantes: fez todas, ou muitas, das vontades a Jorge Jesus; causou perturbação na equipa disparando em todas as direcções; Não devia, facto mais recente e igualmente importante, ter ido ao balneário em Chaves, ao que parece aos gritos, não porque os jogadores não merecessem uma reprimenda, mas porque esta seria mais eficaz e menos exposta se fosse feita com firmeza no dia a seguir e concertada com Jorge Jesus, que saiu desautorizado no processo. E isso não se faz. 

Ora, dito isto, Bruno de Carvalho tem a seu crédito ter criado nos últimos anos as condições para o Sporting jogar mais do que joga, para os atletas terem um desempenho muito melhor, para o treinador não exibir as fragilidades conhecidas em vez de mostrar as muitas qualidades que lhe deram fama. O que quer dizer agora "emagrecer o plantel"? Em volume financeiro ou em número de jogadores? Ou ambas as coisas? 

Desde logo, por muita perícia negocial que exista, o Sporting não terá soluções fáceis para monos como Petrovic ou Douglas. Por outro significa que o clube fará regressar – já agora ou no Verão – talentos como, por exemplo, Iuri Medeiros? Se assim acontecer, será retomada a aposta em jovens talentos que, ninguém se iluda, não é para Jorge Jesus, o caminho mais curto para chegar ao êxito. Haverá convergência de pontos de vista? 

Que é preciso fazer, com pragmatismo e tranquilidade – o que parece impossível – o que ainda não foi feito é uma evidência. Que é preciso fazê-lo com as duas peças centrais, presidente e treinador sintonizados, também. 

Nada seria pior para o Sporting que, a coberto da ideia que a época está perdida, e, apenas para deixar passar as eleições em ritmo de passeio, o clube perdesse agora mais dois ou três meses num desgaste que teria um preço altíssimo. Fingir é proibido. É preciso lembrar onde estava o Sporting há quatro anos?...»
(Nuno Santos, Ângulo Inverso, in Record)

Ontem no final do jogo de Chaves, adivinhava-se que a peça que o Sporting tinha acabado de levar à cena, só poderia ter um desfecho que, a reboque de palavras avisadas e sentidas deixei por aqui, só eu sei como retalhada estava a minha alma de sportinguista.

Mas qual talentoso encenador, o "homem sem sono" largou o autocarro e a comitiva leonina no Porto e preferiu viajar para Alvalade, sozinho, ao volante do seu automóvel e, entre as duas horas e picos de viagem e mais não sei quantas na solidão do seu gabinete ou noutro lugar qualquer que convidasse à reflexão, virou o cenário completamente do avesso e, mal nasceu o dia, o Facebook "vomitava" cá para fora um "novo ambiente para o drama" que acabou por virar a peça de pernas para o ar e calar aqueles que o acusam de ser um zero em estratégia e de não ser capaz de preparar no tempo e no modo ou mesmo até delinear um plano em pleno auge da "batalha". Como muito bem acentua Nuno Santos na sua crónica publicada há pouco mais de duas horas, "ao falar pelo Facebook na manhã de hoje, mudou o centro da análise e da discussão", fez bem!...

Eu também acho que fez bem! Já o disse por aqui, e volto a repetir-me, mercê da única lacuna que me pareceu existir no documento, quiçá já com o propósito de o autor enveredar, finalmente, pelo rumo fixado oelas palavras de Santo António de Lisboa em Pádua, que já por aqui gastei talvez em demasia e que até ao próprio Nuno Santos parecem tarefa ciclópica ou mesmo quase impossível de realizar: encontrar soluções para os "monos" com que encharcámos a Academia e fazer regressar o talento que temos andado a desbaratar e a pagar, com empréstimos, alguns deles a "gente pobre e mal agradecida"!...

E se o "caminho mais curto para Jorge Jesus" não for esse, pois... temos pena, mas não será apenas ele a ter trunfos. O Sporting também tem, e muitos! Logo, não lhe cairão a ele, JJ, os parentes na lama se começar a habituar-se!...

Importante será que as palavras do padroeiro de Lisboa não caiam em cesto rôto... 

Que cessem de uma vez as palavras e falem as obras!...

Leoninamente,
Até à próxima

Era tão mais fácil manter a reserva de tantos anos!...


«Como adepto, não estou feliz e há um conjunto de opções que não têm dado os resultados que se esperavam. [...]

Quando se está lá - e eu já lá estive - não é fácil ter grande alento, quando se está a 8 pontos do primeiro, a 4 do segundo e a 2 do terceiro. Para a época ter algum sucesso, o Sporting tem que chegar ao segundo lugar e garantir a ida directa à Liga dos Campeões. Só assim terá sustentabilidade para preparar a próxima época com tranquilidade. [...]

Espero que o Sporting, dentro da contrariedade de estar a 8 pontos do primeiro e a 4 do segundo, tenha a capacidade de ganhar ao primeiro e ao segundo e de chegar ao lugar que lhe dá entrada directa na Liga dos Campeões. [...]

Não estou, de maneira nenhuma, a criticar as metas que foram estabelecidas, estou apenas a constatar factos...»
(Filipe Soares Franco, local de João Lopes, in Record)


Por muitas razões que entendo ser meu dever, nesta hora difícil do Sporting CP, guardar apenas para mim, não posso deixar de aqui saudar a serenidade, o realismo e a elegância de Filipe Soares Franco.

O antigo presidente do Sporting Clube de Portugal e o jornalista João Lopes, fizeram o mais difícil nesta hora importante para o Clube de Alvalade: marcar um golo contra a corrente do jogo!...

Era tão mais fácil manter a reserva de tantos anos!...

Leoninamente,
Até à próxima

Gostei da mensagem e estou pronto para o combate!...




«Como tenho dito, a reflexão permanente faz parte dos processos de liderança.

Sem rodeios, esta época ao nível do futebol tem sido uma desilusão. Resta-nos lutar pelo campeonato. Atirar a toalha ao chão não é uma hipótese.

Todos temos uma opinião, e estas são mais vincadas quando a frustração toma conta de nós. É, nestes momentos, que as lideranças têm que ser firmes. Temos um projecto, um rumo certo, e não é uma época mal conseguida que nos deve permitir deitar a perder tudo o que foi construído, ainda por cima com tanto esforço e amor.

Estou triste, desolado, mas estados de alma não são compatíveis nem se podem confundir com as funções que assumi e que tenho tido a honra e o privilégio de exercer.

Não irei dar um passo atrás para apaziguar algumas "almas" sportinguistas, nem fazer o gosto a quem, fora e dentro do nosso Clube, quer sangue pelo sangue.

A política da exigência vai manter-se. Mas estes ciclos negativos surgem no futebol com uma força tal que, facilmente, tudo e todos são colocados em causa.

Irei, com o treinador Jorge Jesus, fazer o que nos compete, isto é, manter a coesão de um grupo que necessita de elevar os seus níveis de entrega e de acerto técnico-tático, mas, para isso, a sua auto-confiança e auto-estima têm de ser trabalhadas.

Eu sou o responsável máximo e, logo de seguida, o treinador. Precisamos do vosso apoio para mantermos esta equipa, a quem resta um objectivo que, estando difícil, não é impossível: o campeonato.

Ao mesmo tempo, e sem nos afastarmos do foco do campeonato por que lutamos, começaremos desde já a preparar e planear a próxima época desportiva.

Não estou a pedir que não se sintam frustrados nem que não critiquem. Essa pressão faz parte dos grandes Clubes e eu quero que ela exista. Apenas peço que, mesmo que tenhamos o nosso coração partido, não deixemos o nosso grande Amor abandonado pois nunca nos podemos esquecer que, em última instância, são e serão os jogadores os artistas dentro das 4 linhas.

O plantel sofrerá um emagrecimento neste mercado de inverno, o que vai fortalecer o grupo. Precisamos dos melhores focados, e determinar, mais uma vez, a linha da exigência extrema que existe neste Clube.

Quando fechou o último mercado, a comunicação social e os Sportinguistas eram quase unânimes ao afirmarem que se tinha construído um dos melhores planteis de sempre da História do Clube. Nunca alinhei nesse discurso pois a humildade e o trabalho é que, para mim, determinam isso. O resto são meros exercicios de opinião. Mas a verdade é que, de repente, passaram de bestiais a bestas o que me incomoda.

Ter elevadas expectativas tem que ser o apanágio deste Clube, mas não podemos oscilar tanto nas nossas apreciações. Existem reforços que não resultaram, um facto indesmentível, mas nem se deve generalizar nem passar do 80 para o 8.

Entendo bem a frustração e tristeza que todos sentimos, mas cá estamos para assumir as nossas responsabilidades e fazer as 3 coisas que são a receita para ultrapassar estes ciclos negativos: trabalhar, trabalhar e trabalhar!

Mas precisamos de continuar a contar com os mais de 3,5 milhões de Sportinguistas pois sem o vosso apoio, carinho e, claro, exigência máxima, a recuperação será muito mais difícil, senão mesmo impossível.

Termino como comecei: assumo, na totalidade, a desilusão que tem sido esta época ao nível do futebol, mas esta ainda não acabou. E, até acabar, temos que nos manter juntos!

Porque o Sporting Clube de Portugal é o nosso grande Amor!»
(Bruno de Carvalho, hoje na sua página do FB)

Dormi mal. Muito mal. Aos soluços que a alma reclamava e a razão e a dignidade rejeitavam. E esta foi a primeira mensagem leonina que tive oportunidade de ler, de tão propagandeada por aí...

Gostei da mensagem e estou pronto para o combate!...

Leoninamente,
Até à próxima

Elas não matam mas amolentam!...


O fim de um ciclo

E antes fosse questão de tempo

«As razões já se avolumavam há meses, os sinais estavam aí desde a semana passada. O futuro de Jesus não passa pelo Sporting e o futuro do Sporting não passa por Jesus.

A dúvida, ao contrário do que cheguei a pensar, já é se o divórcio ocorrerá antes ou depois das eleições. Nesse sentido, não custa aceitar a previsão de Madeira Rodrigues: será como se verificar mais útil a Bruno de Carvalho.

Não deixa de ser curioso como a contratação que há ano e meio se tornou o feito mais emblemático de uma presidência é agora o seu maior constrangimento. Nem como, de repente, o Sporting se vê obrigado a incorrer em novas e monstruosas despesas, como já eram as do caso Rojo.

Quem sabe BdC não terá mesmo de estender a mão à Doyen, sua inimiga visceral e, ao mesmo tempo, amiga do treinador e credora de suficiente monta do clube para equilibrar um acordo. Com certeza não será a Traffic a ajudar.

Jesus é um grande treinador de futebol. Mas, para lá da desgraçada era que o Sporting vive, cometeu demasiados erros e teve demasiado azar. O azar não é culpa sua, mas só se está preparado para ele quando não se cometem tantos erros.

Relativizar a importância dos jogadores aos microfones foi apenas um. A política de contratações é desastrosa. A gestão do plantel, indecifrável. A motivação do balneário, nula.

O ciclo Jesus encerra-se. E, se não se encerrar, será sinal de que o Sporting está ainda mais amarrado a ele, do ponto de vista contratual, do que imaginamos. De qualquer modo, o clube ou fica nas mãos do treinador, ou nas de quem o ajude a resolver a situação.

Toda a Liga anda de rastos. O FC Porto ergue hoje o pescoço e amanhã deixa-o pender. Mas o FC Porto vem de décadas de triunfos. O Sporting não ganha o que se veja há 15 anos. Já não é fase: é identidade.»
(Joel Neto, Opinião, in O Jogo)

Esta crónica de Joel Neto, foi publicada - premonitoriamente? - às 17:29 de ontem. Bem antes da decepção que todos sofreríamos depois em Chaves, onde o Desportivo local "despachou em grande velocidade e com toda a justiça" um Sporting cada vez mais irreconhecível!...

Quando a li, o meu coração de adepto sportinguista segredou-me que talvez ainda houvesse uma pontinha de esperança e vetou aquele meu primeiro impulso de a trazer para aqui. Mas a razão, até aos 87 minutos de Chaves e perante o desenrolar dos acontecimentos "flavienses", foi-me colocando sucessivas questões às quais me recusei a responder...

Acabado o jogo, obriguei-me a lê-la de novo. Nunca poderia presumir que o sportinguismo que reconheço em Joel Neto algum dia seria menor do que o meu! Nesta condição a minha razão acabou por levar de vencida o meu coração e a crónica aqui está, mesmo correndo o risco de me chamarem sportinguense, facto que até já nem será novo para mim. Dói-me bem mais a alma por ter de concordar com as palavras deste leão de Angra do Heroísmo, pouco mais velho que o meu filho, mas mais frio e lúcido do que eu...

Não sei a que horas conseguirei conciliar o sono esta noite...

Elas não matam mas amolentam!... 

Leoninamente,
Até à próxima

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

E agora, Jorge?!...



E agora, José?

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
Você que é sem nome,
que zomba dos outros,
Você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio, - e agora?

Com a chave na mão 
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais!
José, e agora?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse,
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, José!

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja do galope,
você marcha, José!
José, para onde?

Carlos Drummond de Andrade



E agora, Jorge?!...

Leoninamente,
Até à próxima

Ninguém troca o certo pelo incerto, muito menos pela negação do sportinguismo!...


HOJE JOGA-SE MUITO DO FUTURO DO LEÃO

«O Sporting joga hoje em Chaves muito do futuro desta época. Não porque os leões devam renunciar já à conquista da Liga, onde há mais para além do título – o apuramento para a Liga dos Campeões é vital para a saúde do projecto leonino –, mas porque a Taça de Portugal é a única competição onde os leões se encontram em igualdade de circunstâncias para chegar à vitória. Fora da Europa e da Taça CTT, os leões estarão conscientes de que a eliminação em Chaves seria novo desastre para adeptos já desolados.

Não será fácil a Jorge Jesus e Bruno de Carvalho inverter o actual estado de coisas. A equipa sofreu rudes golpes anímicos esta época (as derrotas com Real Madrid e Borussia Dortmund, a ausência da Liga Europa após o desaire com o Legia e a derrota na Luz, onde disputava a liderança da Liga) e não se tem visto em campo capacidade para dar a volta. Têm aqui muita importância treinador e presidente. Não perder a cabeça, identificar os problemas reais e atacar o que estiver mal de forma cirúrgica é a única receita capaz de estancar a queda. Bruno já puxou as orelhas ao balneário, Jesus saberá o que tem de alterar na equipa para que as coisas melhorem. Mas é preciso que haja certezas de que o trabalho é competente entre ambas as partes. Só uma liderança unida poderá fazer o Sporting sair da crise desportiva em que se encontra.

Parece hoje óbvio que os leões tiveram algumas escolhas infelizes no mercado. E que o técnico ainda não resolveu problemas tão decisivos como quem faz companhia a Bas Dost ou o lateral-esquerdo. É preciso fazer melhor. E já hoje.

Pedro Madeira Rodrigues ataca a ligação presidente-treinador no dia antes de um jogo vital. É favor arranjar quem ajude na comunicação. Urgente.»

(Bernardo Ribeiro, Entrada em Campo, in Record)

Sim, o "futuro do leão" para poder vir a ser aquilo que todo o fantástico universo leonino deseja, terá de passar necessária e imperiosamente pela vitória de hoje no Municipal de Chaves e por "uma liderança unida que possa fazer o Sporting sair da crise desportiva em que se encontra".

Porque se no mais humilde adepto sportinguista restassem algumas dúvidas sobre a alternativa a Bruno de Carvalho nas próximas eleições de 4 de Março, o putativo candidato Pedro Madeira Rodrigues ao vir a terreiro, na véspera de um jogo crucial, mostrar os valores e princípios que defende, a partir das palavras que proferiu esbanjou o pouco capital de crédito que ainda lhe poderia restar...

Ninguém troca o certo pelo incerto, muito menos pela negação do sportinguismo!...

Leoninamente,
Até á próxima

Há palavras num balneário que mais ninguém deverá dizer!...


QUAL É O PAPEL DO CAPITÃO PERANTE A CRISE?

Dizem que terá dado um 'murro na mesa' depois de juntar "todos os elementos que compõem o plantel no mesmo espaço e, usando do seu estatuto de líder do balneário, abordou o passado, o presente e o futuro da equipa: começou por apelar ao orgulho dos jogadores para saírem desta fase complicada; referiu que só um Sporting com raça poderá voltar às vitórias; não deitou a toalha ao chão no que à questão do título diz respeito; falou sobre a necessidade imperiosa de vencer o encontro com o Chaves; e fez questão de afirmar que a reacção do leão terá de ser imediata. Só a vitória interessa na partida da Taça de Portugal".

«Tem de falar com os colegas, pedir mais espírito de sacrifício. Acima de tudo, chamar a atenção para a vida invisível dos jogadores, porque alguns têm a tendência de ir passear e depois exageram. Falar destas coisas é mais fácil ao capitão do que ao presidente, porque pode saber de situações que não são as mais indicadas e quem são os atletas, dizendo-lhes que o clube merece respeito e empenho total.»
(José Carlos, capitão do Sporting 1964-1974, in Record)

"O primeiro passo é aceitar que não se pode voltar atrás, porque o mal está feito. Depois, é levantar a cabeça, defender a camisola com o coração e mostrar aos adeptos que o momento mau passou, ganhando já o próximo jogo. A mensagem depende da personalidade dos jogadores do balneário. Um capitão conhece os companheiros como ninguém e sabe motivá-los. É preciso acreditar até ao fim." 
(Iordanov, capitão do Sporting 1998-2000, in Record)

Dizem também que não houve "diálogo" e que o ‘murro na mesa’ dado por Adrien foi recebido com agrado por parte dos jogadores – e também pela equipa técnica comandada por Jorge Jesus – e, apesar dos recentes resultados, o grupo está confiante de que a página dos maus resultados será virada hoje...

Há palavras num balneário que mais ninguém deverá dizer!...

Leoninamente,
Até à próxima

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Lá que dava jeito, isso dava!...


A CRISE NO BALNEÁRIO

«Os sonhos vendidos no início da época não têm correspondência à realidade que o Sporting vive ao dobrar a 1.ª volta da Liga. São 8 pontos de atraso em relação ao Benfica e 4 do Porto numa campanha que representa menos 10 pontos (!) do que aqueles que os leões somavam na época passada. Acresce a saída da Europa e da Taça CTT. Resta uma ténue esperança no título e a Taça de Portugal que tem amanhã dia de ‘mata-mata’.

Em Chaves, o Sporting perdeu uma oportunidade de oiro para recuperar fôlego e ganhou uma crise sem precedentes desde que Bruno de Carvalho é presidente. Por tudo isto, e por estarmos tão próximos de eleições, é natural que o líder leonino tenha decretado o estado de emergência e tomado decisões – sobre as quais provavelmente já há algum tempo reflectia – que têm a ver com a estrutura e o funcionamento do futebol do clube.

O dossiê das contratações irá ter uma orientação diferente, promovendo-se a aposta em jogadores com margem de progressão em vez de vedetas conformadas. A leitura é clara: BdC quer recuperar o controlo e o poder deste pelouro depois de o ter confiado em absoluto a Jesus. O que ainda mais está para vir, não se sabe. Mas o resultado do jogo de amanhã pode contribuir para acelerar outras medidas.

O empate de Chaves provocou uma onda de contestação mas também uma crise de balneário que não é possível disfarçar. Mesmo que Adrien Silva e William Carvalho, adoptando um ar pesaroso, tenham posto água na fervura, a verdade é que se torna evidente que há entre portas quem esteja interessado em passar uma imagem de conflitualidade interna. E isso é mau, muito mau, para qualquer grupo de trabalho.»
(António Magalhães, Entrada em Campo, in Record)


O meu coração diz-me que não ficaremos pelo caminho no "mata-mata" de amanhã!...

Mas o diapasão da minha razão, sempre desalinhado com os amores, não afina com o meu coração! Algo me diz que em 72 horas é materialmente impossível eliminar vícios antigos e deixar de fazer cócegas a uma equipa a que poderá acontecer tudo, menos exibir as consequências habituais das cócegas!...

Creio que me atreveria a sugerir a Bruno de Carvalho para ir amanhã para o lugar que desde sempre lhe deveria competir na bancada central. Não sou supersticioso e não será nessa base que me arrisco a deixar-lhe o conselho. Mas mesmo os que não acreditam em bruxas, vão fazendo figas e dizendo que existem mesmo! Talvez fosse uma maneira de matar dois coelhos apenas com uma cajadada: destruir essa danada da Lei de Murphy que parece avençada com o grémio de Alvalade e curar a famigerada e tão proclamada "gripe de balneário"!...

Há muito tempo que não tinha saudades de um certa tranquilidade de autor. Mas...

Lá que dava jeito, isso dava!...

Leoninamente,
Até à próxima

Mas que raio de mistério será este?!...


OFENSIVAMENTE, A PIOR ÉPOCA DE JESUS

«Nem sempre triunfou no final de cada época. Porém, é inegável que Jorge Jesus liderou sempre equipas com um futebol ofensivamente apaixonante ao longo dos últimos sete anos.

Foram épocas a fio a ultrapassar a barreira dos cem golos. Épocas inteiras com criação de jogo ofensivo quase sem igual. Combinações, ligações, e caminhos para chegar às oportunidades que sempre se sucederam a um ritmo frenético nas suas equipas.

2016 / 2017 traz por agora, a pior versão de uma equipa do treinador leonino. O próprio já o referenciou pós partida com o Feirense quando mencionou a falta de ligação que o seu goleador tem com a equipa, e quando referiu viver tempos diferentes por depender de um único jogador para finalizar as suas jogadas.

"Para corrigir seriamente um defeito, primeiro há que sofrer as suas consequências" afirmava Martí Perarnau no mais recente livro sobre Guardiola.

No seu modelo de jogo em Alvalade, parece viver algo semelhante. O muito sucesso que Bas Dost vai tendo a finalizar após cruzamentos, parece toldar as decisões de toda a equipa. Hoje, uma equipa totalmente virada para explorar os corredores laterais. Não só perdeu jogo interior, como no próprio corredor lateral, não trabalha cada lance. Raramente traz um terceiro elemento para garantir superioridade e sair em vantagem e em condução com a bola na direcção da baliza adversária. Tudo surge demasiado simples, nada elaborado. Bola no extremo, envolvimento do lateral e em dois contra dois, drible e cruzamento a todo o instante. Deixou a equipa de Jesus de ser uma equipa que joga com o envolvimento, que tem armas e combinações para cada espaço para se tornar numa equipa tão à moda de anos idos, em que cada jogador tem apenas uma ou duas funções específicas, não se ligando à equipa.

Os treze golos nos últimos doze jogos, quase todos por Bas Dost a responder a cruzamentos são um 'sucesso' que parece condicionar as decisões e ligações da equipa para procurar caminhos alternativos e perder a previsibilidade.

Pela primeira vez nas últimas oito épocas uma equipa de Jesus chega à décima sétima jornada com menos de trinta golos somados. Tal marca não se pode dissociar das dificuldades que o próprio treinador já referenciou publicamente estar a sentir para ligar o jogo ofensivo da sua equipa.

Jorge Jesus nas conferências demonstra perceber o caminho que a sua equipa leva. Será capaz de com as actuais características dos seus jogadores voltar a moldar uma equipa à sua imagem? Da mudança dependem as aspirações do Sporting.

2x2 no corredor lateral e cruzar. Nova ordem no processo ofensivo leonino. Jogadas não são trabalhadas no corredor. Propósito é colocar na área a todo o instante
Saída pelo corredor lateral onde momentaneamente aproxima três elementos, com possibilidade de chegada de Esgaio, para poder trabalhar o lance e posteriormente sair em vantagem para o espaço central

Não mudou posicionalmente a equipa de Jesus. São as decisões com bola pelo perfil dos jogadores que estão diferentes. Construção com saída a três pelo baixar de William para entre centrais; Adrien nas costas da primeira linha adversária; laterais a ofertarem profundidade e largura; extremos dentro








...porém, assim que a bola entra em Gelson, Dost afasta-se do lance, e prepara ataque à zona de finalização. Gelson em inferioridade prepara-se para sem ligações inventar no individual e procurar servir o ponta de lança



Uma crónica que talvez ajude a perceber a dificuldade de Jorge Jesus em nadar tranquilamente no lago do seu futebol, como durante anos e anos, mormente na época passada, nos habituou!...



Mas que raio de mistério será este?!...

Leoninamente,

Até á próxima





Inevitável!...




E no meio do nevoeiro, sem honra nem glória, ficaram apenas as "basófias"!...

Inevitável!...

Leoninamente,
Até à próxima

Como se qualificará hoje JJ ante Rui Vitória?!...


HOMEM SÁBIO

«Meses atrás, dediquei aqui uma crónica ao excesso de entusiasmo dos sportinguistas, que rapidamente se transformou em simples esperança e deu depois naquilo que vemos hoje: uma desilusão profunda. Porque os desafios não se ganham com o prestígio das camisolas, mas antes com realismo, tranquilidade, engenho e trabalho – e ganham-se, especialmente, com os jogadores.

É a essa postura que Rui Vitória tem sido fiel, tanto nos momentos em que as coisas não correm bem, como, em particular, quando as vitórias se sucedem, a plateia fica eufórica – e na euforia os fãs do emblema da Luz são imbatíveis – e a equipa se contempla, baixando a guarda.

Em vez de se agarrar, como um náufrago à tábua, aos incríveis erros de arbitragem da partida com o Boavista – lá se vai a tese da conspiração vermelha –, o treinador dos encarnados reconheceu que o seu onze entrou mal no jogo, lembrou que a equipa não é invencível, salientou a "reacção fantástica" que possibilitou a recuperação do 0-3 e recusou culpar o árbitro pelo empate – que podia até ter dado em derrota se, na parte em que a força já faltava, Ederson não estivesse ao seu melhor nível.

Rui Vitória também não disse uns palavrões na cara de Luís Ferreira, nem participou num "show off" que lhe permitisse salvar a face. Ele sabe que o foco deve estar nos jogadores e que a euforia tonta é inimiga dos objectivos. E esse é o caminho – com jogos florais não se conquistam títulos.»
(Alexandre Pais, Canto Directo, in Record)

O último encontro disputado pelo Benfica na Luz, contra o Boavista, permitiu-me estabelecer um curioso paralelismo com aquele, de triste memória, que o Sporting disputou em Vila do Conde.

Creio terem sido fragilidades semelhantes às demonstradas pelo Sporting ante o Rio Ave, que permitiram ao Boavista chegar na Luz ao 3-0. Mas Rui Vitória terá surpreendido tudo e todos e ainda foi a tempo de evitar danos maiores. Tarefa de que Jorge Jesus se havia revelado total e completamente incapaz de realizar.

Apeteceu-me, depois de ler a crónica de Alexandre Pais, rebobinar um filme exibido há precisamente um ano, protagonizado por Jorge Jesus, cujo desempenho ao longo de quase dois minutos, poderá muito bem ter sido o primeiro ensaio para o tri do Benfica. 




Hoje, passado tanto tempo, tantos "carnavais", tantos "roubos de igreja", tanto excesso de palavras e outras coisas menos boas de que, se calhar, teremos de nos penitenciar...

Gostava de saber como se qualificará hoje JJ ante Rui Vitória?!...

Leoninamente,
Até á próxima

domingo, 15 de janeiro de 2017

Uma via de destruição e terra queimada!...


SPORTING NÃO MERECE BAS DOST

«Este Sporting não merece um jogador como Bas Dost. E Bas Dost não merece que um Jorge Jesus atarantado o substitua por um defesa central, para defender um miserável resultado de 2-1 contra o Chaves. Para, no final, não defender coisa nenhuma e sofrer, nos últimos minutos, o golo do empate. O golo dos tristes.

O meu pai, um guerreiro que adorava uma boa briga, sempre me disse " nunca batas nos vencidos". Falava em bengaladas sobre os caídos no terreiro, em bengaladas sobre outros corajosos guerreiros que tinham enfrentado a luta de olhos nos olhos. Este Sporting é um vencido sem honra nem glória, em quem apetece bater porque se arrasta pelos campos a mastigar a bola e de falhanço fatal nos momentos decisivos, como se viu mais uma vez no sábado. Não se aguenta.

O mandato deste presidente foi um fracasso desportivo absoluto, um desastre na comunicação e, em parelha com o treinador, de uma gabarolice parola sem sentido nos tempos de hoje, sobretudo quando se representa um clube com o gabarito do Sporting. Os adeptos dão sinais de saco cheio, leitura que Bruno de Carvalho tem de fazer e mentalizar-se que talvez o clube não queira que continue a"sacrificar-se" por ele e que as derrotas continuadas instalam crises tremendas. E o cheiro a crise é cada semana mais intenso e uma vitória eleitoral vai ser só um prolongamento de jogo.

A crise não é coisa nova em Alvalade, tem décadas. Cada novo presidente fez renascer a esperança a adeptos causticados pelos insucessos e, em consequência, ridicularizados pelos rivais. Bruno de Carvalho exponenciou essa esperança o que torna o falhanço mais brutal. Há um bilhar grande perto de si, presidente.»
(Alberto do Rosário, Bilhar Grande, in Record)

Assiste tanta legitimidade a Alberto do Rosário para escrever esta crónica, como a mim para escrever o post anterior!...

A única diferença residirá no facto de o meu texto pretender ser uma crítica construtiva, no sentido de contribuir para o engrandecimento do Sporting, partindo do pressuposto de um rumo que me parece certo, enquanto AR parece ter optado por...

Uma via de destruição e terra queimada!...

Leoninamente,
Até à próxima

Elementar, caro Bruno!...


Bruno de Carvalho criticou equipa e capitães responderam à letra

«O ambiente no balneário do Sporting, no final do desafio com o Chaves, era de cortar à faca, apurou O JOGO. Os jogadores abandonaram o relvado desanimados após o empate registado (2-2) e, já entre portas, longe dos olhares do público, tiveram no balneário a presença do presidente do clube, Bruno de Carvalho, que rápida - e sonoramente - mostrou a sua insatisfação com o resultado, pondo em causa o profissionalismo e a entrega dos atletas. Estes não gostaram do teor e do tom das acusações, com os capitães, Adrien e Rui Patrício, a darem resposta e a fazerem a defesa do grupo de trabalho, cientes de que, apesar de as coisas não estarem a correr bem, a dedicação tem sido plena. A discussão foi bem audível fora do balneário.»
(in jornal O JOGO, em 15-01-2017 às 09:47)

Embora reconhecendo a dimensão humana do "imperdoável" pecado ontem cometido em Chaves pelos onze leões que aos 88 minutos "deambulavam abúlicos e sem os dentes cerrados" pelo relvado do estádio Municipal de Chaves e que porventura terão ajudado a sepultar em definitivo os justos anseios da glória, seus e nossos, de se sagrarem campeões nesta época de 2016/17, manda a verdade que nem sequer no "pódio das culpas" será justo colocá-los: antes deles, manda a justiça que se entregue o ouro a Bruno de Carvalho, a prata a Jorge Jesus e o bronze à Comunicação do Clube. 

A medalha de ouro terá começado a desenhar-se aqui -02/07/2016- e prosseguiu ao longo de mais de meio ano com a água benta aspergida sobre o "omnisciente manager" na estapafúrdia dúzia de contratações/flops que lhe foram permitidas sem travão, quase "ad hoc" e com aplausos e, "last but not least", com a inconsequente e estrategicamente errada desresponsabilização dos nossos atletas profissionais em cada um dos sucessivos inêxitos, atirando para factores externos ao colectivo leonino as culpas dos mesmos!...

O "assalto" à medalha de prata terá tido o seu início no colossal fiasco da pré-época, prosseguiu na inclassificável, inadmissível e pelos vistos imparável ou mesmo intransponível "orgia do poder" do manager, na já citada "estapafúrdia dúzia de contratações/flops", para se vir arrastando depois durante os últimos meses, numa negação completa de todos os predicados e qualidades técnicas que se atribuíam ao "manager"!...

A medalha de bronze deverá ser atribuída "ex-aequo" àqueles que arrebataram as duas medalhas anteriores e juntando-lhes aquele que entrou para o Clube para lhe acrescentar excelência comunicacional e não soube, não quis, não foi capaz ou não teve a coragem de modificar ou contrariar a mediocridade que por lá campeava.

Só então, depois de fechado o pódio, deveriam "ser chamados à pedra" aqueles a quem ontem, de forma impulsiva, quase pública e a queimar as raias do amadorismo foi apontado o dedo acusador. E essa atitude deveria ser tomada apenas e só depois da "panela perder pressão" e no recato do hotel onde está instalada a delegação leonina mas, de forma inteligente e arguta, no sentido de um desejado acréscimo motivacional em que, mesmo apelando aos mais elevados valores e princípios que sempre acarretará o facto de ser envergada uma camisola carregada de honra e glória, jamais seja colocada em causa a dignidade e a honra profissionais de cada um dos visados.

Elementar, caro Bruno!...

Leoninamente,
Até à próxima

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